Golpe no WhatsApp faz mais uma vítima na região


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Postado em 29 de novembro de 2019 às 9:17


Modalidade do golpe atingiu 8,5 milhões de brasileiros; vazamento de conversas privadas e solicitações de dinheiro estão entre os principais prejuízos

Um homem de 53 anos registrou um boletim de ocorrência (B.O) na Polícia Civil de Ribeirão Preto (SP) após ter o celular clonado na tarde desta quinta-feira (28).

Segundo o documento, a vítima perdeu o acesso a sua conta após passar, por telefone, um número de verificação para uma pessoa que teria ligado alegando ser funcionário de uma empresa global de comércio eletrônico. 

Após o roubo da conta, o autor do crime teria pedido aos contatos da vítima uma transferência no valor de R$ 1.400,00.

Número de vítimas cresce

O crime de clonagem de WhatsApp já atingiu 8,5 milhões de brasileiros, segundo pesquisa realizada pela PSafe – Startup de origem brasileira que desenvolve aplicativos da categoria ferramentas para telefones celulares desenvolvedora de aplicativos de segurança.

O levantamento mostra que, todos os dias, 23 novas pessoas são vítimas dessa modalidade de golpe em todo o país. Vazamento de conversas privadas, envio de links maliciosos e solicitações de dinheiro aos amigos estão entre os principais prejuízos.

Apesar de não ser inédito, o golpe ganhou destaque este ano no Brasil devido aos inúmeros relatos de usuários que foram vítimas de cibercriminosos. Somente no primeiro semestre de 2019, foram registradas mais de 134 mil tentativas de roubo de WhatsApp.

Atenção para o golpe

Segundo a agência MF Press Global, especializada em redes sociais, quando os usuários navegam em websites que recolhem suas informações, os criminosos conseguem coletar o número de celular – que é muitas vezes um requisito para se ter uma conta em tais sites.

Por meio do número, eles ligam ou enviam uma mensagem como se fosse o próprio WhatsApp ou a própria empresa na qual o usuário fez o cadastro, pedindo um código de verificação de conta.

Esse código é, na verdade, o número de verificação de duas etapas do aplicativo, que permite com que o hacker tenha acesso aos dados da conta do usuário e a clone. A vítima, então, fica sem acesso a sua própria conta, e o criminoso consegue se passar pelo dono do celular para tentar roubar dinheiro de pessoas próximas.

Informações do Grupo THATHI