Cadastro positivo pode injetar R$ 1 trilhão na economia, estima governo


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Postado em 9 de abril de 2019 às 11:06


O governo federal espera que o novo cadastro positivo, sancionado na tarde de segunda-feira, 8, pelo presidente Jair Bolsonaro, abra espaço para a injeção de R$ 1 trilhão de recursos na economia nos próximos anos.

Em cerimônia no Palácio do Planalto, o secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, estimou que o novo cadastro deve começar a funcionar de fato dentro de seis meses.

Uma das principais bandeiras defendidas pelo Banco Central nos últimos anos, o cadastro positivo é visto pelo governo como uma ferramenta para aumentar a oferta de crédito e reduzir os juros cobrados de famílias e empresas. A expectativa é de que, com ele, bons pagadores tenham acesso a linhas mais baratas de financiamento.

“O cadastro pode beneficiar 130 milhões de pessoas, incluindo 22 milhões que estão hoje fora do mercado de crédito”, disse Costa, durante o evento de sanção. Segundo ele, do total de R$ 1 trilhão de recursos previstos para entrar na economia, R$ 520 bilhões vão para pequenas e médias empresas.

De acordo com estimativas do governo, o novo cadastro poderá ainda reduzir em 45% a inadimplência no País e gerar R$ 450 bilhões em arrecadação. Inclusão automática O otimismo está ligado à nova dinâmica adotada.

Pela lei que estava em vigor, de 2011, o cadastro positivo era formado apenas por consumidores que solicitavam a inclusão nos bancos de dados de bons pagadores. Isso, na prática, acabou tornando o cadastro irrelevante para análise de crédito, por conta da baixa adesão.

No projeto sancionado nessa segunda-feira, 8, a inclusão no cadastro será automática, sendo que o consumidor que quiser sair terá de solicitar a exclusão. Além disso, cada pessoa terá uma pontuação referente ao seu histórico de crédito.

A pontuação levará em conta a adimplência em operações de crédito e no pagamento de contas de água, esgoto, luz, gás e telefone, entre outras. Isso é uma novidade, já que antes não eram consideradas as informações sobre o pagamento de serviço