Postado em 6 de abril de 2020 às 8:40
Dono de empresa estima que demanda por entregas triplicou, de refeições a roupas e autopeças. Álcool em gel, máscaras e luvas viraram acessórios indispensáveis para os profissionais em meio à pandemia.
Dono de uma empresa de entregas na Vila Seixas, em Ribeirão Preto (SP), Natal Aparecido estima ter triplicado os serviços nas últimas duas semanas.
Reflexo das medidas de isolamento social contra o avanço do novo coronavírus, o aumento não só repercutiu em uma maior demanda para o setor de alimentação – estabelecimentos considerados não essenciais como restaurantes estão proibidos de abrir ao público ao menos até 22 de abril.
Os 30 motociclistas contratados trabalham o dia todo também no delivery de roupas, calçados e autopeças, segundo ele.
“As mais diversas coisas. Tanto que, por causa do isolamento que está tendo agora, muita gente já vinha descobrindo por meio da internet nossas propagandas. (…) Muitos centros estão montando para vender e entregar até para diminuir logística, custos e [dar] praticidade ao cliente. Com essa pandemia, focaram mais no serviço. A gente está tentando se especializar cada vez mais para poder atender um público bem diverso”, diz.
Da mesma forma, aumentou a atividade dos profissionais que se deslocam pela cidade para fazer as entregas e a preocupação com os riscos de contaminação da Covid-19. O entregador Flávio Bert conta que chega a atender 30 solicitações por dia com sua motocicleta. Em todas elas, adota o mesmo procedimento, para tentar proteger tanto o cliente quanto ele.
“A hora que a gente chega para recolher o pedido já esteriliza a mão, pega o pedido e guarda. Chega ao cliente, abre e pega antes de esterilizar a mão, pega o álcool em gel, passa, vai lá e entrega”, descreve.
Além de estar em dia com as práticas de higiene, também é importante deixar isso claro para os clientes, afirma o entregador Joaquim Crispim.
“Às vezes é melhor a gente fazer na frente do cliente para mostrar que foi higienizado. A gente usa máscara, tem que ser descartável, não pode ficar muito tempo com ela. Como não dá para lavar a mão em todo lugar, a gente usa álcool em gel. A gente já anda com o papel ou uma toalha porque o cliente acaba de usar a máquina [de cartão] a gente também higieniza”, afirma.
Com cuidados como esses, é possível realizar os serviços de entrega reduzindo os riscos de contaminação, afirma o médico infectologista Fernando Bellíssimo.
“Se ele estiver se sentindo bem, ele pode sim trabalhar, entregar, mantendo distanciamento das pessoas com quem vai entrar em contato e carregando um frasco de álcool em seu bolso para usá-lo após cada entrega”, diz.
Para conter o avanço da doença na cidade, a Prefeitura prorrogou até 22 de abril a validade do decreto de calamidade pública que restringe o funcionamento dos estabelecimentos comerciais na cidade para garantir o isolamento social.
A situação de calamidade pública foi decretada em 23 de março como medida para tentar conter o avanço do novo coronavírus e definiu restrições ao funcionamento de estabelecimentos. A previsão inicial para o fim dessas restrições no comércio era 7 de abril.
O texto inicial já suspendia, até 26 de abril, o atendimento presencial para atividades de natureza não essencial da Administração pública direta e indireta, o que fechou parques públicos e o Bosque Zoológico
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Guia de isolamento domiciliar por causa do novo coronavírus — Foto: Arte/G1
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Warranty Length: 1 Year
Adjustable Shelves
Tip-Over Restraint Device Included
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Material: Manufactured Wood
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