Postado em 28 de março de 2019 às 13:09
urante reunião da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (27/3), o deputado Heitor Freire (PSL-CE) defendeu que o livro “A verdade sufocada”, do general Alberto Brilhante Ustra, único condenado por torturas cometidas durante o período da ditadura militar, seja usado como literatura de apoio aos professores do país.
A sugestão do deputado gerou indignação e surpresa generalizada no colegiado. O parlamentar foi aplaudido pelas colegas de PSL presentes na comissão, as deputadas Carla Zambelli (SP) e Carolina de Toni (SC).
A reunião, requisitada pelos deputados para ouvirem o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, sobre os recentes problemas na pasta, durou quase cinco horas. O ministro saiu sem falar com a imprensa.
Heitor Freire ainda disse que o educador Paulo Freire é uma “fraude” e criticou o título de “Patrono da Educação” dado ao educador O deputado afirmou, erroneamente, que o título teria sido dado pela então presidente Dilma Rousseff (PT). A honraria, contudo, foi votada e aprovada pelo Congresso.
Poucas respostas
Durante a reunião do colegiado, os parlamentares reclamaram que suas perguntas não foram respondidas pelo ministro Vélez Rodriguez, que recorria aos técnicos para obter dados questionados pelos deputados.
O presidente da comissão, Pedro Cunha Lima (PSDB-PB), afirmou que aguarda mais informações do MEC.
“Existem mudanças importantes no MEC que preocupam a Comissão de Educação e a gente espera que, o quanto antes, possamos ter, de maneira mais detalhada, um plano estratégico e um plano de trabalho na educação pública do nosso país”.
Olavo de Carvalho
O escritor e guru de parte do governo de Jair Bolsonaro (PSL), Olavo de Carvalho, foi citado diversas vezes nas mais de cinco horas de reunião. Uma das últimas a direcionar perguntas ao ministro, a deputada Fernanda Melchionna (PSol-RS) perguntou quem era